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História
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Quer ser um arqueólogo espacial? Precisa de um computador e ligação à internet

fev19
História

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    Sarah Parcak.

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    O atual site. 

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    Um exemplo de uma omagem a analisar.

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    Serão enviadas duas imagens diferentes para que possam saber o que procurar.

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    A mesma imagem editada, com os locais mais visíveis. 

Não, a arqueologia espacial não está relacionada com outros planetas. Trata-se antes da procura de locais históricos na Terra, recorrendo a imagens de satélite captadas no espaço. Já faz mais sentido, não é? Se gostou da ideia, fique a saber que Sarah Parcak, uma das impulsionadoras do termo, está à procura de voluntários que queiram ajudá-la nesta tarefa.

Para fazê-lo, Parcak (atualmente diretora do Laboratório de Observação Global da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos) pretende disponibilizar no seu website as imagens de satélite que quer estudar. Qualquer pessoa poderá inscrever-se e aceder ao sítio para procurar em cada uma delas vestígios de civilizações ou antigos edifícios, que até agora não tenham sido descobertos.

Porquê? "A parte mais difícil (em analisar imagens de satélite) é o cansaço dos olhos... Imaginem horas e horas a olhar para imagens de satélite. Deixamos passar coisas," disse ao NPR. Mas mais do que ajuda para descobrir novos lugares, esta tecnologia vai também permitir saber quais os locais que precisam ser protegidos de ladrões de túmulos e vandalismo.

Foi então que decidiu criar a plataforma Global Xplorer. O site será criado com o prémio de um milhão de euros do TED Prize ganho pela arqueóloga, um prémio concedido a "indivíduos com uma visão criativa e arrojada para levar à mudança global."

Aos utilizadores são dadas algumas imagens para analisar, e explicados os sinais que precisam procurar. Os resultados, se positivos, serão partilhados com os governos de cada país para que o local possa ser protegido, e com arqueólogos locais para que possam ser investigados.

Mas esses arqueólogos não podem ir sozinhos: "têm de usar o Google Hangouts, Periscope ou Twitter, e tornar o processo mais transparente. Essencialmente, o que estamos a fazer é democratizar a descoberta arqueológica."

Num mundo em que ainda há tanto para descobrir, o programa de Parcak pode dar um novo alento ao mundo da arqueologia. Não sem dar provas de que resulta: quando começou a pesquisar através de imagens de satélite, em 2011, a arqueóloga e a sua equipa conseguiram encontrar 17 possíveis pirâmides no Egito até então desconhecidas, e três mil novos locais. 

Imagens: Sarah Parcak.

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