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Porque já não vamos conseguir comunicar com o Philae?

fev15
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    Uma representação do momento da aterragem do Philae.

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    A superfície do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko.

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    O cometa captado pela sonda Rosetta.

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    O momento em que o Philae se separou da Rosetta.

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    A Rosetta.

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    Uma "selfie" da Rosetta.

Foi com algum desapontamento que a Agência Espacial Europeia (ESA) revelou, na passada sexta-feira, que tudo indica que o robô Philae nunca mais irá comunicar com a Terra. Diretamente do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, o Philae manteve-se adormecido durante grande parte da sua missão, que teve início em novembro de 2014. Sem dar novidades à sonda-mãe Rosetta há sete meses, o adeus parece ser mais do que oficial.

Foi uma missão histórica: mesmo que a primeira tentativa de separação entre a Rosetta e o Philae tenha acontecido em agosto de 2014, e só em novembro conseguiu ser bem-sucedida, o Philae tornou-se o primeiro robô a aterrar na superfície de um cometa do Sistema Solar. Mas no momento da aterragem, os arpões que deveriam prender o robô ao solo falharam, fazendo com que saltasse vários metros do seu destino. 

Conseguiu ainda enviar informações e fotografias do 67P/Churyumov–Gerasimenko, mas pouco depois as suas baterias falharam. Sem luz solar suficiente para serem carregadas, durante meses ficou inoperacional, e sem comunicar com a Rosetta (e consequentemente com a Terra).

Se bem que só em abril seguinte foram enviadas informações à Rosetta, em julho voltou a adormecer. Porquê? As explicações variam. Uma das possibilidades é que a antena e transmissores tenham ficado danificados, impedindo comunicações bem-sucedidas e regulares. Outra das possibilidades é que a atividade no cometa tivesse feito com que as células de energia solar ficassem com pó, fazendo com que não fosse possível carregar as baterias do Philae.

A própria localização do robô pode estar a enviar sinais para locais que não foram previstos, e por isso a Rosetta não consegue captá-los.

Por isso, como é possível ler num comunicado divulgado pela Agência Espacial Alemã, "é tempo de dizer adeus ao Philae." Se bem que a Rosetta vai continuar a procurar sinais que possam dar indicação da localização do robô, os responsáveis pela missão estão à espera que a sonda se possa aproximar mais do cometa para captar imagens do local de aterragem do Philae, e tentar perceber onde o robô possa estar, e o que terá acontecido.

Atualmente a 350 milhões de quilómetros do Sol, o robô deixa de ter à sua volta as temperaturas necessárias para trabalhar.

Mas em setembro deixa de estar sozinho: conforme se aproxima o final da sua missão, a Rosetta prepara-se também ela aterrar na superfície do cometa. A sonda vai estar próxima o suficiente para o impacto, mas a distância do Sol vai impedir que sejam feitos contactos com a sonda, bem como a sua possível posição de aterragem. É possível que sejam enviadas imagens ou dados conforme o contacto seja estabelecido, mas não depois disso. 

Imagens: ESA.

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