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O que existe na atmosfera de uma super-Terra?

fev18
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    Uma representação do 55 Cancri.

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    O telescópio espacial Hubble.

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    A construção da Wide Field Camera 3

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    Uma das imagens captadas por esta câmara.

Depois de criarem um inédito sistema que permite captar as impressões de gases na atmosfera de outros planetas, um grupo de astrónomos conseguiu analisar pela primeira vez a atmosfera de uma super-Terra. E descobriram que não é possível existir vida no 55 Cancri, a 40 anos-luz do nosso planeta, segundo um comunicado lançado esta terça-feira.

Os astrónomos acreditam que as super-Terras são os planetas mais comuns no sistema solar. São assim classificados porque são rochosos e têm uma massa até 10 vezes superior à da Terra, mas continuam mais pequenos do que os gigantes gasosos - o que faz com que não difícil para os investigadores descobrir os gases que compõe a sua atmosfera.

Pelo menos até agora: numa investigação conjunta entre a NASA, Agência Espacial Europeia e a University College London (UCL), os astrónomos descobriram que o 55 Cancri tem uma atmosfera composta sobretudo por hidrogénio e hélio, e não existe qualquer vapor de água.

Com uma atmosfera seca como esta, e estando o planeta tão próximo da sua estrela (as temperaturas podem chegar aos dois mil graus), é praticamente impossível a existência de vida como a conhecemos.

Investigadores da UCL, em Londres, conseguiram criar uma técnica de análise que permite identificar padrões espectrais de gases na atmosfera (as suas "impressões digitais"). O sistema foi utilizado para analisar observações feitas pela câmara Wide Field Camera 3, no telescópio Hubble.

"São resultados muito entusiasmantes, porque é a primeira vez que conseguimos encontrar as impressões espectrais que nos mostram os gases presentes na atmosfera de uma super-Terra," diz Angelo Tsiaras, um dos criadores do sistema. O investigador explica ainda que estes dados permitem concluir que o planeta conseguiu armazenar grande parte dos gases libertados pela nebulosa que lhe deu origem.

Mais do que descobrir como é composta a atmosfera do planeta, esta investigação pode permitir saber mais sobre a origem dos planetas e a sua evolução. "Temos agora pistas de como o planeta é atualmente, e como poderá ter sido e evoluiu, e isto tem implicações para com o 55 Cancri e as outras super-Terras," afirma Giovanna Tinetti, também da UCL. 

Imagens: NASA/ESA/UCL.

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