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Pode a realidade virtual ajudar a diminuir os sintomas de depressão?

fev16
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    O que estavam a ver os voluntários. 

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    Quatro dos voluntário notaram diminuições significativas dos sintomas.

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    A realidade virtual é uma das tecnologias em que as marcas têm apostado.

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    Uma cirurhia realizada com equipamento de realidade virtual.

Quando falamos em realidade virtual, deve pensar nos equipamentos que permitem jogar ou assistir a filmes como se estivéssemos dentro da ação. Mas há mais, e segundo uma equipa da University College London, em Inglaterra, e do Instituto para Pesquisa e Estudos Avançados da Catalunha (ICREA), em Barcelona, a realidade virtual pode também ser um método para atenuar os efeitos da depressão. 

Durante a investigação, foi possível verificar que, dos 15 voluntários diagnosticados com depressão que se submeteram a uma terapia com realidade virtual, nove mostraram uma diminuição significativa dos sintomas um mês depois.  

Os investigadores quiseram mostrar como é que a experiência podia ajudar pessoas que sofrem de depressão a sentir-se menos críticas em relação a elas próprias, e a sentir mais compaixão por si mesmas. "As pessoas que sofrem de ansiedade e depressão podem ser muito críticas quando algo de errado acontece nas suas vidas," explica Chris Brewin, um dos investigadores.

Os voluntários (que tinham entre os 23 e os 61 anos) foram submetidos a três sessões de 45 minutos desta terapia. Ao colocar o equipamento de realidade virtual, identificaram-se com um avatar adulto que viam ao espelho, e replicava os seus movimentos. Depois, foi-lhes pedido que mostrassem compaixão por uma criança a chorar, que ia melhorando com as suas palavras. Neste momento a situação invertia: os voluntários passavam a ver os seus movimentos a ser replicados pela criança, enquanto ouviam as suas palavras como fundo.

"Um mês depois do estudo, vários pacientes descreveram como a experiência mudou a forma como respondiam a situações da vida real, em que anteriormente teriam sido críticos," afirma Brewin.

Este é um estudo pequeno (publicado agora no British Journal of Psychiatry Open), que não permite ainda afirmar com propriedade que a realidade virtual pode mesmo ser uma forma de combater a depressão. No entanto, os resultados favoráveis levam a que os investigadores queiram alargar o estudo, e continuar a fazer experiências que comprovem os resultados.

Cada vez mais, a realidade virtual mostra-se como uma ferramenta importante, não só para o mundo do entretenimento, mas também Medicina: já foram feitas cirurgias com o auxilio desta tecnologia, e outras funcionalidades podem estar a ser testadas.

Imagens: UCL.

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