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Como é que o cérebro fabrica memórias?

fev19
Ciência

  • 1 | 7

    Existem várias formas de treinar a memória, como associar a cores.

  • 2 | 7

    O hipocampo.

  • 3 | 7

    Existe memória visual, que nos permite recordar de algo ao ver uma imagem. 

  • 4 | 7

    A nossa memória funciona como o hardware de um computador.

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    A memória implícita recorda movimentos, com andar de bibicleta ou como nadar.

Havia uma avó com dez filhos, o dobro dos netos, e outros tantos bisnetos. Já vivera quase 90 anos, e isso não impedia que ainda se lembrasse com precisão do dia, hora e peso com que todos os filhos nasceram, e uns quantos netos, tantas décadas depois. Durante a sua vida, o cérebro achou que estas seriam as memórias e informações que deveriam ser transferidas para a memória a longo prazo, enquanto tantas outras eram esquecidas. Porquê?  Porque temos demasiada informação a chegar-nos todos os dias, que temos de escolher as mais importantes.

Cada pedaço de informação ou pormenor surgem como estímulo para os neurónios do nosso cérebro. Tudo o que vemos, ouvimos, sentimos, e experimentamos é percecionado e analisado no hipocampo, a zona do cérebro onde são fabricadas as memórias. 20 ou 30 segundos depois de acontecer, o hipocampo e o córtex cerebral escolhem aquelas que podem ser esquecidas, e as que podemos memorizar, e assim nascem as memórias de curto e de longo prazo.

As de curto prazo, como o nome indica, duram pouco tempo. São associadas ao som, e combinadas com as memórias de longo e curto prazo para que possamos processar a informação no momento. Já de as de longo prazo são mais abstratas, divididas em áreas e armazenadas no cérebro.

De certeza que na escola algum professor lhe pediu para guardar a fórmula da área do quadrado na "gaveta da Matemática." A ideia não é descabida: se memorizarmos uma equação, e recorrermos várias vezes a essa memória, basta associarmos a memória a ações (por exemplo, precisar de resolver a área de um quadrado) para que mais depressa a memória surja no nosso cérebro.

Mas nenhum destes sistemas funciona individualmente: o nosso cérebro utiliza a memória como um puzzle, e combina várias peças (seja da memória a curto ou longo prazo) para se lembrar no sítio onde pusemos as chaves pela última vez, ou da fórmula matemática que precisamos para resolver um problema. É por isso que a memória precisa de ser treinada: para que estas associações sejam mais rápidas e eficazes.

A escolha de memórias não é um processo aleatório, mas os investigadores ainda não a conhecem na totalidade. O esquecimento de algumas questões não é preocupante, pois pode dar espaço à entrada de novas informações, mas o porquê de serem umas e não outras a entrar nas "gavetas" é onde reside o mistério.

Um estudo recente acredita que nos lembramos mais facilmente de memórias com as quais vamos conseguir ter uma recompensa. Outra das conceções afirma que é nos nossos sonhos, quando revemos o dia, que o cérebro escolhe qual a informação importante de reter ou não.

Qualquer que seja o motivo, a verdade é que as memórias fazem parte de nós, e influenciam a forma como vivemos. 

Imagens: Visual Hunt.

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