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Fato que "come" o corpo em decomposição fica disponível este ano

fev18
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    Lee na TedTalk de 2011 em que apresentou o Infinity Burial.

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Sim, leu bem: existe um fato que pretende substituir os tradicionais caixões, composto por cogumelos que aceleram a decomposição do corpo para prevenir a libertação de toxinas poluentes. Chama-se Infinity Burial, e foi criado pela empresa Coeio, baseada em Nova Iorque. As primeiras unidades devem ficar disponíveis no mercado a partir deste ano.

Foi em 2011 que Jae Rhim Lee apresentou o seu fato, numa Ted Talk. A sua criadora afirma que começou o desenvolvimento da tecnologia no momento em que foram divulgados estudos sobre o impacto ambiental dos funerais e cremações: enquanto os primeiros libertam as toxinas para o solo e atmosfera dos poluentes que se alojaram no nosso corpo em vida, os segundos originam cada vez mais emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.

O que o fato do Infinity Burial faz é prevenir que estas toxinas sejam libertadas, e voltem a contaminar os vivos. O fato é composto por linhas de fungos que foram treinados para se alimentarem de qualquer material orgânico - ou seja, os fungos começam a alimentar-se do nosso corpo, crescendo e acelerando o processo de decomposição, bloqueando qualquer libertação de toxinas. Para utilizá-lo, basta colocar o fato por cima do corpo, na terra, e enterra-lo sem precisar de recorrer a um caixão.

Pode parecer estranho e até mórbido ter um cogumelo a alimentar-se do seu corpo, mas Lee acredita que possa ser aceite pela população: "é difícil de aceitar (que as toxina fazem parte do nosso corpo) porque significa que também somos seres físicos, animais, que vão morrer e decompor. Sei que é necessária uma mudança cultural para que a morte e decomposição sejam aceites." 

No fundo, o Infinity Burial pretende ser uma forma amiga do ambiente para partir. Todos os materiais utilizados são orgânicos, para não poluir o solo.

A Coeio, a empresa agora responsável pelo projeto e do qual Lee é diretora executiva, tem feito vários testes para melhorar o fato. No início, era a própria que testava com o seu cabelo, unhas e pele como é que os cogumelos reagiam e se comportavam - e foi assim que teve a ideia da criação do fato.

Agora, o produto está a começar a chegar à fase final da produção. Existem interessados que têm testado o design do produto, e vários testes foram feitos para ter a certeza que funciona. As primeiras unidades terão um custo de 999 dólares, e devem chegar ao mercado na primavera.

Mas não é só para humanos: a Coeio criou também um produto específico para animais, cujo princípio e conceção é semelhante ao fato para humanos.

Imagens: Coeio.

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