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Como é que as alterações climáticas afetam os voos transatlânticos?

fev12
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    Também entre os Estados Unidos e o Japão podem existir alterações.

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    Um exemplo de uma corrente de jato.

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    Um aumento da duração desta viagem leva a que mais combustível tenha de ser gasto.

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    As correntes de jato existem à volta do globo.

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    As correntes de ar são muitas vezes aproveitadas pelas companhias aéreas.

Aumento da temperatura global, subida do nível médio das águas do mar, aumento da desflorestação... Estas são algumas das consequências conhecidas das alterações climáticas. Um novo estudo publicado no jornal Environmental Research Letters veio acrescentar uma nova: o aumento do tempo dos voos entre a Europa e os Estados Unidos.

Uma equipa da Universidade de Reading, no Reino Unido, mostrou como é que o dobro da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera pode vir a afetar as correntes de jato (correntes de ar que circulam a mais de 30 metros por segundo). Os investigadores utilizaram um modelo de computador para prever como o comportamento das correntes de jato entre os dois países pode influenciar as trajetórias dos aviões.

Concluíram que, de Londres para Nova Iorque, os voos deverão demorar mais de sete horas (pois o avião está a ir contra a corrente de ar), e a viagem no sentido contrário deverá demorar 5 horas e 20 minutos - atualmente, as viagens têm uma duração média entre as seis e as oito horas.

Se bem que as viagens dos Estados Unidos para a Europa poderão ser mais rápidas (porque acompanham a direção da corrente), não compensam o aumento do esforço que tem de ser feito no sentido inverso. Segundo as suas contas, os aviões vão passar mais duas mil horas no ar, gastando mais 22 milhões de dólares em combustível e aumentando a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera em 70 milhões de quilogramas. Isto por ano, sem que exista um crescimento de tráfego aéreo.

Porque é que acontece?
As correntes de jato são canais de vento muito estreitos com um grande fluxo de ar, que se originam quando o ar temperado das latitudes médias (onde nos encontramos) choca com o ar frio do ártico e Equador. Por norma acontecem na tropopausa, a transição entre a troposfera e a estratosfera, a 10 quilómetros de altitude.

Estas correntes têm sido utilizadas pelas companhias de aviação para diminuir o tempo dos voos transatlânticos. No Atlântico Norte, estes ventos correm de oeste para este, e os aviões comerciais aproveitam o seu "balanço" para andar mais depressa sem gastar mais combustível.

As consequências para os passageiros
Se o cenário se confirmar, estes dados poderão levar a um aumento do preço das viagens, já que tem de ser gasto mais combustível. E entramos num ciclo vicioso: mais dióxido de carbono na atmosfera, mais combustível gastamos, e mais gases voltamos a enviar para a atmosfera.

As estatísticas da equipa da investigação podem ser ainda graves, pois o seu modelo teve apenas em conta os voos entre Londres e Nova Iorque. "As correntes de jato circulam o mundo, e também existem no hemisfério sul. É possível que os voos noutras partes do mundo também vão sofrer um efeito de jato semelhante," alerta Paul Williams, da equipa de investigação. 

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